Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia fugida da revolução russa, que
chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com
conhecimento de causa e sempre actual:

"QUANDO VOCE PERCEBER QUE, PARA PRODUZIR, PRECISA OBTER AUTORIZAÇÃO DE QUEM NÃO PRODUZ NADA;
QUANDO COMPROVAR QUE O DINHEIRO FLUI PARA QUEM NEGOCEIA NÃO COM BENS, MAS COM FAVORES;
QUANDO PERCEBER QUE MUITOS FICAM RICOS PELO SUBORNO E POR INFLUÊNCIA, MAIS QUE PELO TRABALHO, E QUE AS LEIS NÃO NOS PROTEGEM DELES, MAS, PELO CONTRÁRIO, SÃO ELES QUE ESTÃO PROTEGIDOS DE VOCE;
QUANDO PERCEBER QUE A CORRUPÇÃO É RECOMPENSADA, E A HONESTIDADE SE CONVERTE EM AUTO-SACRIFÍCIO;
ENTÃO PODERÁ AFIRMAR, SEM TEMOR DE ERRAR, QUE A SUA SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA”.


tradutor / translation

sábado, 13 de julho de 2013

O direito à indignaçao....


Temos uma senhora que preside à assembleia da república, e julgo ser a primeira juiz-mulher em Portugal.
Senhora distinta, com valor intelectual reconhecido, converteu-se na segunda personagem do estado Português.
Aprecio seu estilo seguro, frontal talvez demasiado formal, mas a senhora é assim.
Reformada à volta dos 45 anos, aufere entre reforma e vencimentos inerentes à função algo  perto de 15000 euros.
Se os recebe, é porque alguém lho dá, é porque a lei assim o determinou, nada a opor.
Mas terei que ser assertivo, pois quem tem lugar de destaque, de imagem publica e responsabilidade politica, tem que medir tudo o que pensa e diz.
Assim perante uma manifestação publica de gente indignada a senhora presidente não conseguiu se controlar.
A questão é..., foi um impulso, ou o seu censo critico falhou e mostrou por palavras o que pensa da democracia?
Assim terei que comentar do seguinte modo...
Parafraseando a Sra. Presidente da assembleia que ao ser confrontada com protestos nas galerias da assembleia do povo, e pelos vistos à falta de melhor,  foi dizendo  (invocou a ensaísta Francesa Simone Beauvoir)...."Não podemos permitir que os carrascos criem maus costumes".
Eu diria simmmmm....!!! não devemos permitir que os carrascos nos criem maus costumes, como por exemplo o de roubar para podermos comer, pois que a senhora presidente bem "instalada" de boa refirma e bem na vida nem conta se dá disso, não precisa de roubar.
A Senhora  presidente se desculpou como tendo usado esse pensamento da ensaísta francesa como metáfora, mas francamente, não faça de nos burros e idiotas, pois essa frase se referia na altura em que foi dita e escrita em frança, à ocupação Nazi de França.
Não sei se neste momento será oque se passa em Portugal, já que Merklianos estão entrando em força no pais sob a capa de ajuda. Será a isso a que se refere a distinta presidente? hummmm se sim, estarei de acordo e repetirei seu dito na assembleia.... não vamos permitir que nossos carrascos nos alterem os bons hábitos de decência e dignidade.
Mas se pelo contrário a distinta senhora se refere aos portugueses.... então direi que está a ver a "coisa" ao contrario. Vamos ter que saber quem é o carrasco e o ofendido na situação actual... se a classe politica, se o povo.
Tenho a sensação que a senhora se enganou, estaria a pensar no cenário a sua frente, de toda aquela prole de distintos faladores, e se equivocou na metáfora.
Francamente, falar la do alto onde corre o leite e mel, é fácil, porque o difícil é pagar para estar vivo com dignidade. Basta de carrascos!
Francamente, a democracia é ter o direito à indignação. 

PS.: Assunção Esteves (PSD), a actual Presidente da Assembleia da República, reformou-se aos 42 anos, com a pensão mensal (14 vezes/ano) de € 2.315,51 .
Fica o Diário da República de 30/07/1998 para vossa informação . Para que saibam ainda, a Srª. Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal (14 vezes/ano) € 5.799,05 e de ajudas de custas mensal (14 ...vezes/ano) € 2.370,07. Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Ou seja, recebe do erário PÚBLICO, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos) .

* Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial BMW a tempo inteiro !

quinta-feira, 6 de junho de 2013

OS MISERÁVEIS!!!!


Nome de filme, um bom filme diga-se, daqueles filmes que nos ficam na retina.
Hoje, mais que nunca vivemos um "filme" de terror, de indignidade, ilegitimidade, violência, incompetência.
A saga de um povo, que sendo forte, tem "reis" que o fazem fraco...!!!
Povo laborioso, virtuoso e orgulhoso de sua historia, da sua bravura marítima, descobrindo mundos, dando contos à história.
Sonhadores, utópicos, este povo de brandos costumes, se lamenta agora, a desdita, a má sorte de seu destino.
Governados a "preceito", por gente inculta, de abastada ganância e muito proveito, este povo se confronta agora com a tragédia que não é grega, mas realmente Portuguesa.
Este povo orgulhoso, à beira-mar plantado, sofre as agruras da desventura politica mal intencionada, que de ciclo em ciclo nos vai matando.
Lodaçal de lóbis, pântano de influências mal formadas, que tudo sugam, vão roubando à prole humana com que se construiu este país.
O encolher de ombros, típica reação do povo, é de tal forma, que talvez todos os Portugueses venham a sofrer da coluna, pois tanto movimento de encolhimento provoca deformação óssea.
Porquê? porque nos infligem isto?
"Alguém" trapaceou, inventou, manipulou rios de dinheiro sem fim.  Tudo em proveito do povo, claro...,
Agora é preciso pagar os abusos, a desmanda, sem questionar onde estão os abusadores!
De rombo em rombo, de benesse em benesse, tanto faz quem assina, como quem mexe..., nada, nem ninguém terá castigo.
As castas politicas agitam-se, como querendo justiçar o roubo escondido. O disfarce é parte da politica, do cenário sempre virtual que esconde todos e tudo que está mal, e bem real.
E nós votamos, pois, a democracia é assim!
Esta cegueira castigadora que do norte vem, de povos que se acham albinos e superiores,  como tornados feitos vendavais, levam tudo na sua frente, arrasam tudo, numa fúria que mais parece castigo que ajuda.
Miseráveis, ou talvez não, antes, mal intencionados.
Que temos que pagar nossas dívidas, nada a opor, pelo contrário, temos que pagar.
Pedir que se pague em dois anos algo que são erros acumulados de trinta anos democráticos é que não.
Humildemente peço à nossa classe política que num assomo de responsabilidade, e visão humanista..., lutem, lutem por nós, pelas nossas vidas e de nossos filhos. Peçam tempo, tempo, tempo.... para regularizar algo que de outra forma será um desastre.
Por vezes, mais parece que o que seria bom, óptimo  mesmo que Portugal ficasse sem Portugueses, sem idosos, sem doentes..., assim a divida não existiria, pois sem Portugueses não haveria despesa. Miseráveis!
Justiçar os corruptos, transparecer a politica, rodar o poder politico com frequência, penalizar a incompetência, são mínimos a que um povo tem direito.
Sêr politico é um acto de fé, abnegação, altruísmo. Porque são indignos???  Miseráveis!.
Hoje como ontem, os mais fracos, os desfavorecidos, são a carne para canhão da alta finança, que miseravelmente ainda não compreendeu que economia e finança vem sempre depois dos humanos.
A ciência e o dinheiro ao serviço de uma humanidade, e não o inverso, porque desta forma, é seguro que caminhamos para a auto-destruiçao das nossas sociedades tais como as conhecemos hoje.
Miseráveis!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Afrontas, Prepotências, Verborreia, ou a Estupidez Gananciosa?



Vivemos tempos de quebra social, de desrespeito pelos mais frágeis.
É de todos sabido, que quando um país se endivida, logo empobrece. A um país, a um estado(que somos todos nós!!!) pede-se rigor, respeito, e trabalho, logo bons políticos, gente altruísta, gente nobre, pessoas de bem, pessoas humanistas.
Que todos temos que pagar, é verdade, é da mais elementar justiça, mas....todos!
Que um estado deve ter leis que nos defendam dos corruptos, também é verdade, como quem diz das más governações.
Convencidos de que estamos numa sociedade sem luta de classes, esquecemos que na verdade ela está bem viva, mas em moldes modernos, que não os do seculo XIX.
Acreditamos em que como somos seres interdependentes, iminentemente sociais, e destinados a viver em grupo, em sociedade, a solidariedade seria a pedra de toque dos tempos modernos, das sociedades ditas evoluídas. Puro engano!
Os tempos são do egoísmo, dos poderosos financeiros sobre tudo que mexe na sociedade, os tempos são os da.... margem, do lucro, da percentagem. A luta está agora entre ricos e....pobres.
Temos que pagar?... sim, temos que passar sacrifícios?... sim, mas nunca esquecendo que dentro da  "cerca" estão pessoas, e não gado bravio a quem se corta a ração como quem quer rentabilizar a "carne" produzida. Somos seres pensantes e carentes, quase sempre vitima de gente corrupta, e que nada mais pode fazer que não seja revoltar-se, manifestar-se com a opressão de gente "escura", que se mexe que nem ratos nos esgotos.
Vamos pagar, afinal Portugal é país com quase mil anos, e nunca soçobrou perante seus inimigos, e pergunto... mas porque não nos concedem mais tempo, juros mais baixos, e nos deixam respirar para que não percamos a nossa dignidade? Não estamos numa União?
A corda quebra sempre pela parte mais fraca.... os pobres.
Nos tempos modernos, dizer a um país que temos que empobrecer, temos que pagar custe o que custar, parece-me ser um discurso medieval, de tempos em que nem sabíamos, nem consciência tínhamos  de cidadania.
Se a isto adicionarmos escolhas para pastas governativas de pessoas cinzentas, sem curriculum, ou ate com historial de caracter duvidoso, então diria... temos que acabar com isto, custe o que custar.
Para concluir, gostaria deixar aqui algo sobre um famoso banqueiro da nossa praça, de nome Ulrich, que tem dado nas vistas pela sobranceria grotesca com que fala de sacríficos(dos outros, claro!).
A espaços vai verberando coisas de caracter ofensivo, como...

        "... Portugal aguenta mais austeridade, aguenta!"      ou

        " ...os sem abrigo que vivem na rua não morrem, e aguentam os sacríficos, porque não havemos de aguentar nós?"              ou ainda,

         "... na Grécia ainda não vi morrer ninguém à fome!"

A este senhor que fala de barriga cheia, só posso desejar-lhe, apesar de seu banco ter apresentado lucros de 245 milhões de euros num país em crise, lucro esse obtido a partir de dinheiro que nós (povo), pedimos emprestado fora do país para ele, que experimente deixar sua dispensa alimentar vazia, deixar seu gaz caseiro ser cortado, sua energia caseira cortada, e porque não a água de casa, vestir roupa mal lavada, não passada/engomada, andar a pé por carência financeira, e por fim deixar  seus filhos vivendo, sofrendo dessa penúria e, então sim, venha daí dar-nos lições de estoicidade às agruras da austeridade.
Não fale de cima da burra, de quem tem barriga cheia, e peço-lhe encarecidamente, desça desse seu "ambiente" acomodado, dessa aura de bem estar, de quem nunca soube o que era sentir as suas necessidades básicas ofendidas, e venha então dizer-nos de suas razões.
A estupidez é uma coisa humana, mas força-la, pratica-la, ainda assim com assomos de arrogância parola, é que não.
O "seu" dinheiro antes de ser "seu" era nosso!!!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Morrer Jovem"...., ou a estupidez demoníaca?

Imagem retirada do Facebook

---------------------------------------------------------------------------------------------
Lamento, sou solidário com todos aqueles que neste momento sofrem as dores da saudade, das perdas dos filhos que abnegadamente criaram, educaram, para tristemente morrerem de forma prematura, diria imprevista. Triste!
A perda de filhos é das dores mais terríveis, senão a mais terrível de todas. Eu próprio quase "experimentei" essa situação, que com a graça Divina foi ultrapassada.
Tenho a consciência porque também eu já fui adolescente, jovem e irreverente, que não é fácil "controlar" toda a actividade da juventude dos dias de hoje.
Mas que devemos tentar, devemos!
Nos tempos que correm, em que toda a classe politica estupidamente acende a luta inter-geracional, não é fácil ser-se jovem, é bem duro.
Assim, tenho para mim que o regresso à autoridade moral, e disciplinar da família, que naturalmente considera a autoridade paternal  e maternal nas actividades dos jovens é a resposta, a principal resposta. 
Não falo de autoritarismo, prepotência, mas sim de respeito e consciência social da importância da célula que é a família, como berço de tudo aquilo que somos.
Aos políticos cabe criar politicas sem qualquer complexo de culpa para que os jovens olhem a família, não como um "acidente", mas sim com um "livro" de vida, cultura e respeito.
Nestes tempos, o demo reina, ou melhor parece reinar. Tudo é "fast-food", falemos do que falemos tudo é fácil, a palavra "sacrifício", e "dificuldade" são palavras banidas da nossas vidas.... aparentemente, claro!
O apelo do corpo, das "coisas", dos ambientes quentes, consumistas, e porque não desregrados, fazem dos nossos tempos, tempos de ausência de valores espirituais. Assim eu vou dizendo... o demo vai reinando, magoando, fazendo sofrer no meio de uma aparente felicidade carnal, e luxuriante que o consumismos nos fornece demoniacamente.
Esta tragédia, este drama que magoou profundamente toda uma nação, e porque não o mundo consciente da dor que é a perda de filhos, já não falando da terrível tormenta familiar, que seguramente irá durar até a eternidade, podia ser evitada?
Eu sinto que sim!
Quem comanda, organiza, estes ambientes, deixam-se embriagar pela luxuria do momento, e perdem a noção do razoável, da sensatez, e ficam egoístas por luxuria, toldados pelo gozo alcoólico de uma juventude carente, mal tratada, talvez mal amada.
Penso eu....o demo reina, magoa, mata.... "ele" é assim, dá fácil, tira terrível!
Lembro a filha, que a última palavra dita à sua mãe, que ao que parece quis impedi-la de ir a discoteca....      ".... odeio-te", e faleceu por lá. Triste!
Como terão sido os últimos momentos desta jovem?  Talvez mais magoada por não poder dizer à sua mãe....  "amo-te mãe", que pela sua morte física.
Como seria bom ela poder abraçar sua mãe, dizendo que a ama. Neste momento estará em paz, mas triste seguramente.
Tantos casos haverão parecidos, tantas cenas de amor perdido de forma irreversível, tanta energia jovem, e tanto amor por viver.
Quando alguém faz o que fez num ambiente fechado, sem condições de espaço e arejo, num ambiente cercado, e não tem em conta a vida e segurança dos outros, só pode estar a ser manobrado pelo demo, para assim poder magoar, ferir toda uma nação, toda uma humanidade sedenta de amor e paz. Diria, que suas mentes, seus intelectos foram como que "desligados" da realidade, para assim se cumprir um ritual negro de dor e morte.
As energias andam negras, e nós não temos o cuidado de as combater, procurando energias de luz e positivas, ou seja Deus.
Na imagem acima, nota-se que a musica que tocava no momento da tragédia seria... "morrer jovem", isto para além de ser uma caveira o elemento decorativo da banda. Que estranho de facto!
Lamento muito, sinceramente lamento muito, e não consigo imaginar a dor e sofrimento de todos os pais, mas nada há a fazer senão rezar por eles, e pedir a Deus que os aceite em Seu seio.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"Morram Depressa...", Pois claro, este não foi hipócrita....!!!!


In Jornal de Noticias
 
Afinal porque nos surpreendemos? Porque ficamos sempre em estado de choque sempre que alguém que elegemos e pensamos irem servir altruisticamente os interesses de um povo, essencialmente dos mais desfavorecidos e escutamos "tiradas" destas, que para além de serem cruéis são acima de tudo .... cínicas!!!
Desconsiderar a dignidade da idade, o respeito que a ela devemos, e olhar para a terceira idade como a idade dos "pesos-mortos" de uma sociedade estúpida e capitalista, que só contempla quem cria riqueza, reduzindo tudo a dinheiro, é profundamente repugnante.
O que mais me impressiona não é o que foi dito, mas o que está subjacente ao pensamento exposto de forma descuidada. Será que de uma forma geral toda a classe politica e dirigente não pensa assim?
O conceito "chiclete", ou seja masca-se enquanto há açúcar e logo se cospe quando cansa, e pode estar mais "entranhado" nas mentes politicas que nunca.
Hoje em dia podemos sentir na pele, na nossa vida, que a saúde está sendo olhada como uma fonte de lucro, e não como um bem que tem a ver com cidadania e dignidade humana.
Tudo se põe em causa pelo dinheiro, pelo lucro, e custa-me a aceitar que a saúde seja olhada como mais uma "coisa" parecida com sabonetes ou algo descartável.
Não se fomenta o crescimento económico, não se estuda a natalidade, mas antes discutimos a sustentabilidade de tudo, tudo, até mesmo do aumento médio de idade humana. Triste, que algo que se possa olhar como evolução na qualidade de vida, seja vista como um peso nos lucros dos gananciosos.
Se produzimos, tudo fica bem, mas se logo adoecemos pelo trabalho prestado, tudo piora.
Não é justo, e será um retrocesso à era medieval, pensar nem que seja por breves momentos, que o melhor  seria, os idosos morrerem depressa, já que deram tudo, e agora de tudo precisam.
Cruel, anti-civilizacional este pensamento!
O pior é que "este" foi sincero e descuidado, e sinto que é pensamento dominante pela classe politica em geral, ou não fossem as politicas de saúde actuais, sinais desse pensamento cruel e injusto.
Quando se estimula o conflito de interesses inter-geracionais, estamos a abrir a porta da destruição das sociedades modernas... o respeito, e a sabedoria dos mais "crescidos".
Talvez o sr.Taro Aso nos possa presentear com a sua própria morte, para vermos como se pode e deve morrer rápido.

Sem palavras....

domingo, 23 de dezembro de 2012

Este Natal, terei razões para estar feliz???!!!!


Natal, tempos de meditação e apelo à família. Tempo dos "lugares-comuns" do nosso tempo.
O natal, mais que nunca é o sonho da criançada, dos pequenotes, enfim, dos donos da inocência, porque afinal eles são a razão do natal.
Tempos que deveriam sêr de interioridade, de entendimento e perceção dos desígnios divinos, são convertidos num folclore consumista sem precedentes. O dinheiro apoderou-se dos sentimentos, diria, "comprou" nossa natureza, nossa alma.
Pela parte que a mim toca, não poderei de facto não fazer de conta que também eu estou errado. Estou errado, sim!!!
Os mídia, o marketing fazem o resto, lavam nossas almas, injectam necessidade consumista, abstraem o espiritual, e fomentam a irracionalidade. Eu também sou culpado, confesso!!!
Tenho para mim, que o natal é algo de fantástico, de ternurento, rico de afectos quando falamos dos pequenos, das crianças, porque simplesmente elas não complicam, não são maquineistas , e sorriem só pelo facto de ter que abrir um presente, seja o que que quer que seja que esteja lá dentro.
Defendo um Natal mais refletivo, interiorizante,  mais espiritual, apesar que compreendo que o acessório na sua justa medida pode ajudar ao ambiente natalício.
O Natal não pode ser depressivo, não deve ser opressivo das consciências mal formadas.
O Natal, é a excelência da família, da consciência que não somos uma "ilha", mas sim seres sociáveis e interdependentes uns dos outros.
Eu estou bem, tenho colo, eu tenho o mínimo se assim posso falar em termos materiais e o máximo em questões afectivas.
Quero por isso, confessar a minha mágoa, a minha tristeza, que leva ao titulo deste texto...
                               Este Natal, terei razões para estar feliz???!!!!
 
Tenho sim, muitas, pois não consigo ficar indiferente à miséria que varre este pais.
Como posso estar feliz no aconchego de uma família, se sei que nessa noite (e noutras seguintes, seguintes e mais.... seguintes!!!) uma multidão de pessoas, que são maridos, esposas e filhos vivem uma situação de pré-miséria?
Como posso estar feliz, se sei que alguém nesse momento chora amarguradamente a sua desdita.
Como posso estar feliz, se sei que há crianças que vão dormir mais cedo para esconder o fracasso de uma refeição?
Há milhares, ou centenas de milhar de pessoas deserdadas da sorte, vitimas da politica errática deste governo, sem esperança, que atravessam a noite negra das suas vidas. Imagino o sentimento de alguém, mãe ou pai, que impotente se rende ao desgosto, á mágoa profunda de quem vê uma parte da população consumista, pseudo-feliz, desgastar-se nas correrias aos produtos supérfluos , ao contrário de outros que de forma escassa, quase no limiar da pobreza, lutam por manterem a sua dignidade intacta. Como deve ser difícil, insuportável viver esta situação.
Não quero arriscar, adoraria estar errado, mas suspeito que há muita gente com instintos suicidários pela barbárie que nosso pais atravessa.
O Natal deveria ser para todos, e nunca só para alguns que se fecham em suas casas, quais castelos impenetráveis do seu egoísmo.
 
Natal, é hoje, amanhã e depois de amanhã, e depois de depois de amanhã....!!!

 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Que Eu Li.....!!!!!

O ministro das Finanças e um grupinho de técnicos de contas mandam no primeiro-ministro e dão ordens pelo telefone ao vice-presidente da CGD. Um ministro metediço e flutuante trata da reforma administrativa, nas costas do ministro Miguel Macedo, e decide o futuro da RTP num mar de intriga e de especulação. (...) Não vivemos com certeza num Estado de direito. Mas, no assento etéreo onde subiu, o dr. Cavaco contempla o arraial com serenidade e deleite e os srs. deputados gozam em descanso a sua vida.

Vasco Pulido Valente, Público

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Que Eu Li.....!!!!!


Em acto falhado, ou talvez não, Pedro Passos Coelho foi claro: não vale a pena perder tempo com a Constituição, disse. Sabendo que não a pode mudar formalmente, passou ano e meio a revê-la na secretaria, rasteiramente. A troika foi o escudo, a mentira despudorada a arma. A “secretaria” povoou-se de assessores e especialistas, com suplementos remuneratórios escandalosos. Só ele, no seu gabinete, tem 67 actores, que custam um milhão e 800 mil euros por ano. Nenhum, certamente, o aconselhará a pedir desculpa aos portugueses.

Santana Castilho, Público

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Niemeyer, ou o amor feito arte, que nem hino à mulher...


Faleceu o HOMEM, o génio, o lutador, o grito pelos mais desfavorecidos, mas vai sobreviver toda a sua história de vida, toda a sua entrega à luta dos mais deserdados da sorte.
Amigo de Portugal, afirmava...."...Brasil, é o prolongamento de Portugal!!"
É tão bom escutar estas palavras como eu escutei, calou fundo em meu coração.
Nascido em 15 de Dezembro de 1907, faleceu a 6 de Dezembro de 2012 com 104 anos, a apenas 15 dias de completar 105 anos.
Apelidado de Poeta das curvas, em homenagem ao corpo da mulher... que tanto admirava, ele se notabilizou por toda uma vasta obra, onde se pode contar com a cidade de Brasília, Catedral de Brasília, Casino Funchal e Hotel Pestana na cidade do Funchal, Ilha da Madeira, bem como também Centro cultural LE HAVRE na França, entre outros.
De sensibilidade extrema e refinada, ele se notabilizou por toda a sua obra ser de linhas curvas, pois assim entendia homenagear o corpo feminino que tanto o seduziu.
Toda a sensualidade escultural estava presente através do cimento e outros materiais, e basicamente de tons claros, como querendo abrir a alma, o espirito de quantos observam suas arquiteturas.
Galardoado ao longo de sua vida com diversos prémios mundiais, entre eles Pritzker em 1987, O príncipe das Astúrias das Artes e a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects em 1998.
Mas o que mais me impressiona, é que sendo ele um génio, um homem sem qualquer problema de natureza financeira, nunca abandonou os mais pobres, sendo um feroz defensor de todos aqueles que por uma razão ou outra não tinham a sua dignidade defendida, e, para isso se filiou no Partido Comunista Brasileiro em 1945, sujeitando-se assim a opções de caracter social que no seu meio talvez lhe tenha trazido mais incómodos que louvores.

Homem de caracter, solidário, e amante do feminino como não podia deixar de ser, ele nos deixou, mas direi que homens destes têm a suprema condição de se tornarem imortais.... tal como Camões quinhentista nos deixou no seu Lusíadas....



        «E aqueles que por obras valorosas
             Se vão da lei da Morte libertando».
 
Oscar Niemeyer se superou na sua condição de humano, e para todo o sempre estará entre nós, como o Homem que nunca desistiu do amor, seja ele a forma que tiver.
Saudades tuas Oscar Niemeyer, um dia nos encontraremos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Se chorar bastasse, eu choraria uma vida...

PAIS DE GALES
Matou filho que não decorava Corão.
 
UMA MÃE foi considerada culpada pela Justiça Britânica da morte do seu filho, de sete anos, por lhe bater a pretexto de a criança ser incapaz de memorizar o Corão. Sara Ege, de 33 anos, tratava o filho como "um cão", batendo-lhe com um pau.
 
 (Noticia publicada no JORNAL DE NOTICIAS (Porto) de 7/12/2012 sexta-feira passada)
 
()()()()()()()()()()()
 



Que posso eu dizer? acrescentar?... nada!!!
O que li no jornal diário aqui da cidade, "jornal de Notícias", deixa-me estarrecido, sem palavras.
Sei que todos os dias somos confrontados com violências sobre crianças, que nos deixam os cabelos em pé, pois sentimo-nos impotentes perante tamanha tragédia.
Todos os dias são arranjadas "explicações" porque não "atenuantes" para este comportamento bárbaro.
Estudiosos da psicologia humana, antropólogos, e outras áreas da ciência e natureza humana, tentam sempre arranjar algo que seja explicado pelas ditas ciências, mas sinceramente estou cansado desta pseudo-cultura de caracter humanista.
Desde demência, esquizofrenia, e ausências de toda a natureza e até debilidades financeiras, e outras questões de natureza adulta que sempre são refletidos nas pobres crianças indefesas, pelos maus tratos, ainda me faltava encontrar mais uma.... ESTA!!!!, o menino não decorava o Corão, tinha dificuldades em memorizar o Corão, e vai daí... morre vitima de maus tratos.
Só coloco este assunto aqui, porque quero que partilhem, e sintam o quanto ainda estamos no estado "bruto" da nossa natureza animal. Se repararmos os bichos irracionais não fazem isto aos seus filhotes, só nós humanos o fazemos porque a inteligência ainda não evolui de um estado primitivo.
Queria eu que alguém leia isto, e assim possa evitar-se estas desgraças.
Porque será que um ser de sete anos tem que morrer assim? Que mal fez esta criança?
Só Deus sabe.
Lamentável!


sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Violência, algo inerente à condição humana, expressão de desagrado com caracter agressivo, incomodativo, e até lesivo dos interesses dos outros.
O direito à indignação é reconhecido, ao contrário do direito à violência que é reprovado.
Estará certa esta visão???
Normalmente quando falamos de violência, sempre associamos num primeiro momento à coação física, mas contudo a violência pode ser antes de mais..., psicológica, promotora da agressividade que leva a violência física.
Assim sendo, que temos nós?
Quanto a mim,  a par de uma manifesta não escolaridade que permite comportamentos menos correctos, temos que os povos tendem a ser continuamente agredidos, perseguidos e insultados, não necessariamente fisicamente, por todos aqueles que pela sua literacia chegaram ao poder e assim determinam a (má...) distribuição de riqueza.
Não podemos pedir contenção comportamental, ou postura cívica a quem se sente por uma vida inteira violentado, desconsiderado, e sem qualquer respeito pela sua dignidade.
Que podemos nós esperar de povos, sejam de que latitude for, a quem se nega a igualdade de direitos, ou acessos aos bens que promovem a qualidade de vida?
Se promovemos a carência, se promovemos a não escolaridade, se promovemos a injustiça na distribuição...porque nos surpreende a violência?
Não falo da violência pela violência, do protesto gratuito pela simples descarga de adrenalina que isso permite.
Falo da violência residente em todos nós, uma violência dos vitimados, dos oprimidos, recalcada pela angústia dos despojados de tudo a quem se impõe muitas vezes, a perda  até da sua dignidade.
O direito à indignação é reconhecido pela classe politica, porque existe a consciência nessa classe, das atrozes medidas que infligem aos povos. Porque se surpreendem os políticos, se essa violência se materializa em actos menos cívicos?
Não será humano alguém reagir fisicamente às pressões psicológicas que de forma continuada alguém de muito incompetente lhes infligiu?
Não será humano que alguém reaja à violência psicológica que de forma desumana, e porque não ate autista, a classe politica corrupta inflige aos povos?
Porque nos surpreendemos?  
Não é normal que alguém que é vitima de "assalto", mascarado de necessidade suprema para a salvação da pátria reaja?
Quanto a mim, entendo que quando um estado passa de um estado de direito, a estado de não direito, temos que forçosamente que compreender e tolerar atitudes menos cívicas, pois que quando se "rasgam" contratos sociais para os quais os contribuintes deram seus impostos por décadas, e se alteram normas de caracter sagrado com as quais milhares ou milhões esperavam poder suportar a fase mais critica de suas vidas na velhice, eu entendo, eu compreendo que as pessoas reajam as estas violências com gestos que porventura se tornem agressivos fisicamente falando.
A raiva, a corrupção, a insensibilidade politica, os "tachos", são o caldo que pode derrubar a democracia, sim, porque para milhões a democracia entra primeiro pelo estomago e não pela cabeça.
É deplorável que o mais alto magistrado se pronuncie de imediato para criticar a violência, e não se manifeste, mantendo-se calado como que sumido, quanto mais não seja para explicar,
as medidas de castração económica a que sujeitam um pais, que por incúria, compadrio, e tráfico de influências a classe politica a que ele próprio pertenceu nos arrastou.
A violência tem um inicio..., a incapacidade politica, a sua incompetência, e por isso mesmo porque se surpreendem se o violentado grita? reage? esperneia?
Francamente....

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EMMANUELLE...



Faleceu a 18 de Outubro, não mais que uma semana a mulher hoje com 60 anos, a feminina, a senhora que foi dona do prazer recalcado em muitos.
De seu nome Sylvia Krystel, Holandesa de nacionalidade, ela foi a desempoeirada da época.
Linda, esbelta de uma inocência bonita, nunca estúpida, ela foi o símbolo, o desejo que muitos ainda hoje guardam de forma peculiar em seu peito.
Ao tempo, em que muitas mentes perversas ainda eram mais cínicas e hipócritas, Emmanuelle foi o grito, o querer de muitas mentes, muitos corações que palpitavam, desejavam e não assumiam.
Sylvia Kristel, reside na minha memória de forma eterna, como aquela que me libertou das grilhetas dos desejos reprimidos. Obrigado Sylvia!!!
Lembro-me do sucesso desse filme, um monumento ao erotismo, à queda de tabus, de pelo menos deixar-nos a pensar no que realmente somos e que desejamos para nós mesmos.
Toda ela um vulcão de desejo, de libido, de vontade de amar, deixar-se amar, Emmanuelle nos ensinou que podemos ser mais felizes, se todos os nossos condicionamentos sociais possam ser aligeirados num plano de responsabilidade, e não de regras com cheiro a mofo, guardadas por séculos nos "armários" do nosso imaginário.
Obrigado Sylvia Krystel.
Nas ondinhas de teu corpo, pelos olhos teus verdes de inocência atrevida, pelos teus gestos de libido doce, tão bem tratada, eu viajei, eu senti meu corpo latejar.
Lembro esse filme, essa obra à liberdade dos sentimentos, à lealdade do desejo, à assunção da nossa natureza como humanos...tu, Sylvia, foste humana, mais..., foste mulher, foste feminina, sensível , diria eu com todo o respeito....foste fêmea.
Tenho para mim, que tu talvez tenhas sido a ultima feminina assumida, que quiseste viver, nunca renunciar ao prazer, à libido e à felicidade.
Hoje já não há disso mais... tudo é hard-core, tudo é  mastiga, come e "bota" fora.
Eu recordo as cenas que me deixaste na mente, na minha memória, carregadas de sensualidade, que vistas hoje terão o valor que têm, mas ao tempo ousadas, derrubadoras de tabus e barreiras sociais..., tu me mostraste que antes de mais somos carentes, somos famintos de amor, de bem-amar, de auto-estima, e tu Sylvia, me "levaste" para longe de mim, para longe do peso de meu corpo, pois levitei,  estremeci a cada movimento teu, eu senti o desejo de um dia poder ser como tu..,. sensível e amado.
Tu és (foste...) a deusa,  de algo que todos vão querendo e não assumindo, num mundo de hipocrisia e cinismo..., como foste bela e charmosa!!!
Que estejas bem alto, estejas num plano de luz, que tua alma esteja repleta de paz e amor, que todas as venturas te sejam dadas, onde quer que estejas....Sylvia Krystel, obrigado pelo que me deste.
Adeus Emmanuelle...!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Os burros ao poder!!!!


Este senhor, é candidao a presidente da dita maior potencia mundial, (só se for a fazer mortes)!!!
Quanto a valores estamos falados, pois o grau de ignorância está prestes a chegar ao topo do poder nuclear.
Será isso prenuncio de uma catastrofe??
Será o destino, a fatalidade dos humanos escolher energúmenos, para assim ter a coragem de criar o holocausto????
Só Deus o sabe, porque um homem inteligente nunca provocará a dor, a morte, o sofrimento da humanidade.
Só a bestialidade pode levar-nos a extinção, e ao que parece ela está mais proxima que nunca.
Fiquem bem, escutem e .... meditem!!!

domingo, 12 de agosto de 2012

Os Dinheiros do não direitos humanos!

Global, algo que é abrangente, que nos envolve, rodeia e responsabiliza.
Global até parece ser o grito da solidariedade, do combate à injustiça social, assim como a história do Robin Wood, mas nos tempos modernos e mais cínica.
Com a globalização caíram as barreiras aduaneiras, todo o tipo de impostos alfandegários. A ideia é deixar o mercado livre, controlar a riqueza produtiva e o bem estar  financeiro das nações mundiais.
Subjacente a esta atitude mundial, está a presunção de igualdade, justiça e acesso à qualidade de vida de todos...sem excepção.
Utópicos que "eles" são!!!
Assim, o que assistimos é ao nivelamento por baixo de toda a sociedade humana, com a queda de todos as conquistas de séculos de lutas. Diria eu, que regressamos ao feudalismo, mas disfarçado de oportunidade.
Os "mercados", esse monstro abstracto que a todos escraviza em nome do bom financeiro que sempre "nos ajuda"  na carência, usa e abusa desse conceipto com grande mestria.
E o que temos nós? A pura e desumana especulação financeira e sacrifício dos povos, daqueles que ainda vão tendo forma de se endividar, porque dos outros....que se danem, morram!.
Seria de esperar, que com a globalização os direitos humanos fossem a pedra de toque, mas pelo contrario, o que assistimos é a escravização de trabalho infantil, ao não direito a educação e saúde.
Assim, o outrora evoluído ocidente, quer em historia, cultura e tecnologia e conceipto social, num aparente acto de altruísmo, deixou sair para fora de suas fronteiras todo o seu saber industrial, ou seja, permitiu a desindustrialização da Europa, colocando seus povos à merce da ganancia de empresas e lobbies de ganancia reconhecida.
A vertente especulativa tornou-se a pedra angular  do dinheiro, sobrepondo-se a tudo, mesmo à dignidade, e ate à actividade criadora de trabalho.
Neste ambiente de um capitalismo selvagem, que tem como máxima, o maior lucro com o menor investimento,  é de notar que é exactamente um pais comunista que abraça o capitalismo sem regras.
Os mentores desta pseudo liberdade, transferiram todo o saber, toda a tecnologia para onde?...
Para a China, e restante Sudoeste-asiático, claro está.  Porquê?!!!
Porque são as economias emergentes,  ou seja, a riqueza criada pelo labor, pelo suor, nem sempre bem distribuída, onde os conceitos de solidariedade social não existem, ou são demasiado indistintas.
As zonas do globo  asiáticas, de culturas sociais tão distintas das europeias, consideradas berço de cultura e democracia, são atractivas para a exploração dos direitos mais básicos das pessoas, como o direito a remuneração justa, horários civilizados, e condições de trabalho dignificantes, para além da saúde e educação.
Como podemos nós Europeus, que sofremos na carne a violência de duas Grandes Guerras, com as quais criamos conceitos de sociedade tendencialmente mais nobres e justas,  competir com áreas do globo que primam pela não aplicação desses conceitos/objectivos?
Resultado, somos nós europeus que permitimos  que os senhores do dinheiro nos lesem de forma a que o custo do trabalho como factor de produção seja baixíssimo ou por vezes até inexistente. Assim toda a produção saí inquestionavelmente mais baixa e sem competitividade, destruindo sociedades evoluídas, procedendo dessa forma ao nivelamento por baixo, pelos valores mais desprezíveis, destruindo toda uma civilização que deveria ser tendencialmente mais nobre.
A globalização teria uma acção positiva, se a redistribuição da riqueza tivesse conceitos e padrões universalmente estabelecidos. Não sendo assim, introduzem-se factores de distorção insuportáveis, criadores de miséria e subdesenvolvimento, e tudo isso por ganancia de empresas ditas multi-nacionais, quase todas tecnologicamente oriundas do ocidente.
O lucro, a percentagem é o que mais determina, e enquanto as sociedades não despertarem para esta situação, a miséria será uma mancha enorme no mundo, e quanto a mim os estabelecimento de tarifas aduaneiras seria o factor corretivo de tais enormidades, que
exploram a carência sem dó nem piedade de povos secularmente martirizados.
Se lutamos pela defesa dos direitos humanos e democracia, impõe-se a reposição das taxas aduaneiras, para que todos os mercados se nivelem por cima, e não por baixo, porque se assim não for... estaremos (nós Europeus...) a falar de comodidade, qualidade de vida, assente no trabalho mal remunerado, não onerado de custos sociais criadores de dignidade, e poder assim dizer...
 
Não vale de tudo para sermos servidos, se o que nos presta cuidados sobrevive                    sem o conceito dos direitos humanos universalmente estabelecidos.

Globalização assim não!!!!



Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia fugida da revolução russa, que
chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com
conhecimento de causa e sempre actual:

"QUANDO VOCE PERCEBER QUE, PARA PRODUZIR, PRECISA OBTER AUTORIZAÇÃO DE QUEM NÃO PRODUZ NADA;
QUANDO COMPROVAR QUE O DINHEIRO FLUI PARA QUEM NEGOCEIA NÃO COM BENS, MAS COM FAVORES;
QUANDO PERCEBER QUE MUITOS FICAM RICOS PELO SUBORNO E POR INFLUÊNCIA, MAIS QUE PELO TRABALHO, E QUE AS LEIS NÃO NOS PROTEGEM DELES, MAS, PELO CONTRÁRIO, SÃO ELES QUE ESTÃO PROTEGIDOS DE VOCE;
QUANDO PERCEBER QUE A CORRUPÇÃO É RECOMPENSADA, E A HONESTIDADE SE CONVERTE EM AUTO-SACRIFÍCIO;
ENTÃO PODERÁ AFIRMAR, SEM TEMOR DE ERRAR, QUE A SUA SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA”.